duílio cunha: "a poética regional é uma recorrência no teatro produzido em joão pessoa"

Autor de Histórias da cena tabajara: o teatro em João Pessoa (1975-2000), Duílio Cunha dá o testemunho do teatro de seu tempo


ronildo nóbrega


Foto: Ronildo Nóbrega

Diretor de teatro, professor e pesquisador da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Duílio Cunha entregou ao público, no final do conturbado ano de 2020, o livro Histórias da cena tabajara: o teatro em João Pessoa (1975-2000). Em um ano em que artistas da cena foram completamente obrigados reinventar o seu fazer, Cunha usou as redes sociais para lançar e comercializar, de modo independente, o livro. Resultado de um recorte de sua tese de doutoramento pela Universidade Estadual da Paraíba intitulada Encenação tabajara (1975-2000): memórias, tendências e perspectivas no teatro de João Pessoa, a publicação aparece como um documento que recupera as narrativas do teatro paraibano, acrescentando páginas a uma história do teatro brasileiro que se escreve, predominantemente, evidenciando os fenômenos teatrais do sul e do sudeste.


O livro volta os olhos para jornais de circulação estadual a fim de recuperar algumas tendências do teatro na cidade de João Pessoa, assim como apresenta a poética de Fernando Teixeira como símbolo desse tempo analisado que se estende de 1975 até 2000. Para conhecer um pouco dessa história e das narrativas por trás da realização do livro, lancei algumas questões ao autor:


Como surgiu a ideia de pensar, a partir de um viés histórico, o fazer teatral na cidade de João Pessoa? Como você compreende, agora depois de ter o livro publicado, esse exercício historiográfico?


Inicialmente como projeto de tese e depois na reorganização do texto para o livro, essa ideia surgiu da minha própria atuação como professor e artista da cena. De um lado, como ator ou diretor, eu convivi com importantes artistas que constituíram a cena teatral pessoense e pude ouvir muitas histórias interessantes sobre espetáculos, modos de ser/fazer de grupos de outras épocas. De outra parte, como professor de encenação e história do teatro, eu não encontrava essas narrativas sistematizadas nos poucos livros sobre teatro na Paraíba. Então o que me moveu foi este quadro de uma quase ausência de pesquisas e de material publicado sobre o assunto. Era e continua sendo urgente avançar nas pesquisas e publicações já existentes para contribuir com o estudo e a divulgação de algumas particularidades da cena local que também não estavam nos livros que, supostamente, tratam de uma história do teatro brasileiro. Passados oito anos desde a ideia até a publicação do livro, eu vejo a ousadia e a loucura que foi empreender este projeto, pois não se tratava de uma contação de causos do que ouvi ou vivi, muito menos o trabalho de acumular nomes e datas para registrar uma história factual do teatro realizado na capital paraibana entre 1975 e 2000. Essas histórias da cena tabajara, presentes no livro, refletem um exercício de análise e de fabulação de um ponto de vista assumidamente pessoal, ancorado numa vasta pesquisa com documentos jornalísticos. Nunca tive a pretensão de ser historiador e nem de escrever a história ou toda história do teatro pessoense, o meu exercício foi o de escrever mais uma história, a que eu conseguir acessar, compreender, escolher e articular em palavras e imagens. Nesse sentido, o desafio lá de trás não se resolve, ele permanece, mas reconheço que importantes passos já foram dados com essa empreitada inicial.


Foto: Ronildo Nóbrega

Qual o seu lugar exatamente em relação aos espetáculos e as práticas que você descreve? Como a sua memória e experiência contribuíram para rememorar – agora como pesquisador, obviamente – os acontecimentos que você analisa?


Eu vivi intensamente a produção dos anos 1990 na cidade, seja como ator, diretor ou espectador. Montei ou atuei em espetáculos que se destacaram na cena local e até foram premiados em festivais nacionais. Quando assumo o desafio de pesquisar sobre este período do teatro que eu também ajudei a escrever a sua história, tenho a clareza que não há como distanciar o artista e o pesquisador. Nunca quis essa separação. Embora o alicerce e a bússola da minha escritura tenha sido o levantamento de notícias de jornal nesse período de 25 anos de realização cênica, em mim não se apagam a memória e a paixão do que vivi e ouvi bem antes da ideia da pesquisa. Rigor metodológico e paixão não entram em conflito, mas se completam e se enriquecem. Constroem as marcas da minha escritura pessoal. Por exemplo: eu não vi o “Auto da Compadecida”, montado por Fernando Teixeira em 1976, mas quando as notícias de jornal me revelam o percurso, a fortuna crítica e as fotos desta montagem é impossível não lembrar das histórias contadas pela atriz Zezita Matos, que fez a personagem da Compadecida naquela época e com quem tive o prazer de trabalhar por quase dez anos. Como não ser contaminado também pela emoção do jovem artista e espectador ao escrever sobre “Anayde”, de 1992, que foi o primeiro espetáculo que eu vi no Teatro Santa Roza? Os jornais registram o desencontro das versões da cena final do dramaturgo e do diretor ou o sucesso de público e bilheteria, eu tenho gravado na memória a cena de uma mulher balançando uma bandeira no meio palco tomado pela representação da Revolução de 1930. Não por acaso, essa mulher sustentando uma bandeira é a figura central na ilustração da capa do livro.


Você realizou algumas obras como encenador na cidade de João Pessoa no período estudado mas o seu nome, se não me falha a memória, aparece, timidamente, em dois momentos ao longo do livro. Como você vê suas encenações e como as relaciona ao conteúdo presente do livro?


Essa provavelmente é a parte mais difícil dessa relação entre o artista e o pesquisador na escrita do livro, daí a reserva em me citar. Tive muito receio de escrever uma história narcisista ou saudosista do meu tempo de teatro. Os espetáculos que eu encenei nessa época tem uma ligação direta com a movimentação teatral da cidade que tinha como principais referências: o aproveitamento de temas ou do imaginário regional com o encenador sendo também o autor ou adaptador do texto e, especialmente, a realização de obras em diálogo com o pensamento da Antropologia Teatral, de Eugênio Barba. Nesse contexto, o sucesso do espetáculo “Vau da Sarapalha”, do Grupo Piollin, é um marco e uma referência do teatro produzido nos anos 1990 em João Pessoa. Na minha experiência pessoal há uma vinculação com a produção de um teatro comunitário porque, intuitivamente, eu comecei a fazer teatro em 1991 nos grupos de jovens da igreja católica de feição progressista. Fui muito influenciado pelos grupos de teatro popular (vinculados às pastorais e/ou aos movimentos sociais) que discutiam importantes temáticas sociais nos seus trabalhos e promoviam uma série de encontros de formação em rede. Não por acaso eu logo fui convidado a atuar como professor de teatro em importantes ONG’s da cidade e esse foi o meu grande laboratório como encenador. O Festival de Teatro Comunitário do SESC também foi fundamental para difusão e intercâmbio de experiências. Nesse mesmo tempo, frequentei oficinas de iniciação teatral na Escola Piollin e participei de espetáculos como ator que me propiciaram a formação inicial nas artes da cena e possibilidade de conhecer espetáculos do circuito local, regional e nacional. Só alguns anos depois é que me torno aluno do curso de Licenciatura em Educação Artística, na UFPB. Então o meu teatro é o resultado desses encontros e aprendizados, pois reflete e é reflexo do melhor teatro que se produz na época em João Pessoa. Se há algum diferencial no que eu fazia, ele está na confluência, diálogos e atritos dessas diferentes e concomitantes experiências. Espero que, no futuro, outros pesquisadores possam tratar com maior profundidade sobre esse meu percurso pela cena teatral pessoense.


Espetáculo Donzela Joana (1978), dirigido por Teixeira, nas páginas dos jornais Fonte: arquivo pessoal de Duílio Cunha

Seu livro registra as nuances de uma poética regional no teatro pessoense e a identifica, sobretudo, nos espetáculos dirigidos por Fernando Teixeira. Por que Teixeira? Por que o encenador condensa, em sua opinião, a experiência de uma cena tabajara?


Embora não seja uma exclusividade da cidade, a poética regional ou a defesa por um teatro nordestino é uma recorrência no teatro produzido em João Pessoa no período estudado. Isso aparece no incentivo ao surgimento de novos dramaturgos e encenadores sob esta perspectiva, nos temas ou nos assuntos abordados nos textos, no aproveitamento de formas do teatro popular, na representação do povo e das coisas da terra. Basta lembrar que essa era uma prática muito incipiente até fins dos anos 1960, quando grande parte dos espetáculos em cartaz era composta por montagens de textos clássicos da dramaturgia universal ou por textos modernos que começavam a despontar no eixo Rio-São Paulo. Na década de 1970 há uma série de incentivos que favorece o avanço dessas poéticas regionais seja pelo interesse do público pagante e/ou pela existência dos concursos de dramaturgia, editais e publicações em âmbito local ou nacional que, muitas vezes, restringiam os prêmios e incentivos financeiros a essa valorização da cor local, regional. Não é uma demanda espontânea que gera essa ideia-força do teatro da época que sai do quase zero e alcança o percentual de quase 70% de tudo que foi produzido para o público adulto no último quartel do século XX. Já a escolha de Fernando Teixeira, denominado no livro como encenador-síntese, se deu porque eu queria estudar as relações entre texto e cena e porque ele é o único encenador que produz sistematicamente entre 1975 e 2000. Na verdade, começou a produzir em fins da década de 1960 e, numa menor intensidade, segue montando espetáculos até hoje. Além de ator, professor, dramaturgo e movimentador da cena teatral na Paraíba, Teixeira é um encenador inquieto e provocador de novas experiências cênicas. Acompanha os altos e baixos do teatro pessoense, monta obras relevantes e reconhecidas pelo público e pela crítica e, através de parte dessa produção, foi possível fazer o aprofundamento de algumas tendências do que chamo de Cena Tabajara.


Podemos dizer que a Paraíba, ao lado de Pernambuco, foram os dois importantes eixos de elaboração dessa tendência estético-política e de uma poética regional?


Embora não seja possível pensar a cena tabajara, na sua feição regional, de modo estático entre 1975 e 2000, algumas características recorrentes chamam atenção (especialmente) na poética do encenador Fernando Teixeira, com destaque para: a valorização de obras de dramaturgos nordestinos que já reelaboram a temática regional e popular nos seus textos, o aproveitamento de elementos dos folguedos populares nordestinos na cena, a adaptação de romances regionalistas para o palco ou mesmo uma releitura de clássicos da dramaturgia, a presença mínima de elementos cenográficos e a ideia do palco como um espaço vazio para o estabelecimento de convenções teatrais e jogos cênicos (semelhante ao que ocorre nos terreiros das brincadeiras populares do Nordeste). Mesmo assim eu corro o risco de uma generalização descabida quando esboço essa caracterização porque o dito teatro regional vai ganhando outros matizes no diálogo com os desafios do teatro de cada tempo. Basta lembrar que até a década de 1970 a busca dos artistas era pela autenticidade na representação dos temas, dos tipos, dos modos de falar, ou seja, uma valorização dos elementos etnográficos da nossa região, enquanto nos anos 1990, sem abandonar o norte inicial, as atenções se voltam muito mais para a criação de uma linguagem cênica plural, polifônica. Nesse sentido, o estado de Pernambuco é determinante na orientação e criação dessa tendência não apenas no teatro, mas nas artes de um modo geral. Liderado por Gilberto Freyre, foi em Recife que aconteceu o Congresso Regionalista, de 1926, mas foi o paraibano José Américo de Almeida que escreveu “A bagaceira”, o primeiro romance do denominado Regionalismo de 30. Foi o pernambucano Hermilo Borba Filho que, inicialmente, traçou os nortes para a criação ou valorização de um teatro para o povo baseado nas histórias do povo de nossa região, mas foi Ariano Suassuna (paraibano de nascimento) que se projetou como o grande dramaturgo dessa tendência. O mesmo Ariano afirmou, em 1976, que a montagem comemorativa dos 20 anos do “Auto da Compadecida”, pelo paraibano Fernando Teixeira, finalmente inaugurava o seu sonhado Teatro Armorial. Pernambuco foi o centro irradiador dessa tendência, mas não há como negar que as ligações e as trocas entre as artes e, especificamente, o teatro da Paraíba e de Pernambuco são vastas e precisam, o quanto antes, de estudos específicos para o aprofundamento do assunto.


No livro você cita que a obra de Teixeira não se resume a uma estética regionalista. Que outras produções são essas?


Já começo lembrando o primeiro espetáculo de destaque na trajetória de Fernando Teixeira que é uma montagem do texto “Navalha na carne”, de Plínio Marcos, em 1968. Considerando o período enfocado no livro, montados pelo seu grupo (o Bigorna), cito o monólogo autoral “Um tomate esmagado por um carro” (1986), a encenação da clássico shakespereano “Otelo” (1988) e, ainda nesse âmbito, impossível esquecer o drama urbano “O que fazer, chamar a polícia?” (1983), com texto do próprio encenador, que sofreu muitos problemas com a censura federal por abordar temas como o incesto e o questionamento à fé cristã. Também fugindo de uma poética assumidamente regional, destacar que Fernando Teixeira atuou como diretor convidado em “O pequenino grão de areia”, espetáculo infanto-juvenil do Agitada Gang, e na produção independente “A arte de manter os cabelos em pé” com texto de Selma Tuareg.


Foto: Ronildo Nóbrega

Sobre este aspecto, ainda, você reconhece os limites metodológicos da pesquisa com documentos jornalísticos na medida em que os jornais registraram, predominantemente, o fazer teatral hegemônico (e não abarcam, portanto, outros fenômenos). Sendo assim, o que fica de fora dessa história? Que outras cenas a imprensa de João Pessoa não foi capaz de registrar nas páginas dos jornais?


Os jornais basicamente registravam a movimentação teatral que ocupava os principais palcos da cidade e, por isso mesmo, fica de fora quase toda produção do teatro comunitário e/ou religioso que está ligada às minhas origens. Por ser uma ação pontual, não constam notícias de alguns happenings e performances. Há uma significativa produção do teatro estudantil que não se transforma em notícia de jornal. O material de artistas iniciantes costumava passar desapercebido ou não ter o mesmo destaque de artistas já conhecidos no circuito semiprofissional da cidade. Por isso os festivais de teatro comunitário e estudantil exerceram um importante papel de divulgar e valorizar uma produção que costumava ficar invisível para a imprensa especializada e, consequentemente, para grande parte da população. Também é preciso lembrar da rica produção do teatro popular com seus grupos de lapinha, caboclinhos, mamulengos, entre outros (fonte de pesquisa para espetáculos de feição regional) que não era noticiada nos jornais e sequer era ou é visto como teatro até hoje. Sempre tive consciência desse limite ao escolher o documento jornalístico como fonte principal, mas era preciso iniciar o mapeamento e o jornal me pareceu o melhor ponto de partida. Permanece o desejo e o desafio de ampliar essas fontes e a própria pesquisa sobre uma Cena Tabajara.


Como essa história que você compõe ao longo do livro nos auxilia a compreender o teatro pessoense e paraibano hoje? O que mudou de lá até aqui?


Grande parte das histórias que são contadas no livro ainda ajudam a visualizar o teatro paraibano hoje, com uma produção bastante concentrada na capital. A efervescência no início dos anos 1990 e toda movimentação que formou novos artistas e grupos ainda é uma referência significativa porque são alguns daqueles iniciantes ou veteranos que estão à frente dos coletivos cênicos e principais espetáculos encenados na cidade. Evidentemente não são as mesmas ideias ou referenciais dramatúrgicos, mas é possível perceber na atual produção a permanência de referências como o aproveitamento dos elementos das culturas populares na cena, uma ênfase no trabalho físico e na dramaturgia do ator, a adaptação de textos advindos de outros gêneros literários, a montagem de textos de dramaturgos da região e, infelizmente, uma tímida presença feminina escrevendo e dirigindo espetáculos (embora se registre o surgimento de novos nomes). Uma novidade significativa do século XXI é a criação do bacharelado em teatro e de dança na UFPB com a formação superior para artistas cênicos e o surgimento de coletivos com a chegada de novos professores para os cursos, a exemplo do Sertão Teatro e do Coletivo Alfenim. Mesmo com uma menor frequência de ações, a continuidade das atividades de grupos como o Bigorna, a Cia Oxente, o Piollin, a Agitada Gang, o Sagarana, a Cia Paraibana de Comédia (hoje Trupe de Humor da Paraíba) e a constituição de novos grupos com jovens artistas como o Graxa, o Lavoura, o Geca, o Cara Dupla, a Cia Soluar, Os Fodidário, entre outros. Muitos desses grupos passam a ter sua sede própria, realizar eventos de repercussão regional e ter sua representação como pessoa jurídica. Também é necessário que se registre uma gradativa redução na realização de mostras e projetos de teatro na cidade e uma reestruturação nos mecanismos de incentivo à produção que nos últimos anos vem passando por uma escassez ou mesmo inexistência.


Seu livro aponta para uma imensidão de pesquisas possíveis de serem realizadas. Ele traz desde dados da existência de programas da formação de espectadores até o papel das mulheres na elaboração do fazer teatral. Como você enxerga essas múltiplas possibilidades que o seu livro aponta? Qual o próximo passo da sua pesquisa?


Por apresentar um panorama geral da produção de 25 anos do teatro de João Pessoa o livro não dá conta de aprofundar muitas questões que são apenas citadas e merecem um aprofundamento em futuras pesquisas. Ao fazer um percurso pioneiro e bastante desafiador, o próprio livro certamente vai precisar de algumas revisões no futuro. A minha pesquisa nunca pretendeu ser um lugar de chegada, uma única e definitiva história do teatro de João Pessoa no fim do século XX. O meu desejo é que eu e outros pesquisadores possam dar continuidade a pesquisas que são apresentadas em potência no livro, como: a produção realizada por mulheres, uma análise mais acurada de alguns espetáculos, grupos e/ou artistas que não focados quando escolho trabalhar com parte da produção de Fernando Teixeira, bem como projetos como o Vamos comer teatro, a Mostra Estadual de Teatro e Dança, o Festival de Teatro Comunitário do SESC, entre outros. Ao longo dos quatro anos de pesquisa para o doutorado, eu mesmo tive que fazer escolhas e afunilar o objeto de pesquisa, deixando de fora o mapeamento e a análise do teatro em Campina Grande, os espetáculos voltados para o público infanto-juvenil. Não sei exatamente qual será o meu próximo passo depois de um ciclo que se fecha com a publicação do livro que foi bancada com meus próprios recursos. Chega a ser desanimador porque são escassos os canais de incentivo público para realização e, principalmente, para a publicação/divulgação do material. Para 2022, o meu plano é formar um coletivo de pesquisa que possa avançar nessa pesquisa sobre história do teatro na Paraíba e meu interesse particular, neste momento, é focar na cena campinense. Não seria uma visada panorâmica, mas manter o foco em algum artista, grupo ou curto período dessa produção. Tomara que não sejam necessários mais 8 anos entre pesquisa e publicação de um livro para que o público em geral possa ter acesso a parte de histórias que precisam ser conhecidas e estudadas. Esse é o meu desejo e será o meu empenho nessa nova fase.